quarta-feira, 6 de novembro de 2013

LEI Nº 12.527, DE 18 DE NOVEMBRO DE 2011 ACESSO À INFORMAÇÃO 1

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quarta-feira, 30 de outubro de 2013

Resenha do Filme

Universidade do Vale do Cricaré, 26 de outubro de 2013. Disciplina: Metodologia da Pesquisa cientifica Facilitadora: Viviane Caribé Alunas: Leila Oliveira, Lúcia Carmen de Oliveira, Mariléa Borges, Mary Mable Franco e Shirley Brito RESENHA DO FILME: COLCHA DE RETALHOS O filme, Colcha de Retalhos, conta sobre a história de uma jovem estudante de 26 anos, emocionalmente insegura tanto no que diz respeito a sua tese de mestrado como na pretensão de casar-se com o homem que ama, visto que não acredita na instituição do casamento devido a separação de seus pais, já que sua mãe fora abandonada quando ela e seus irmãos ainda eram pequeninos. Tentando concluir sua tese sobre artesanato e também com o objetivo de distanciar-se provisoriamente do noivo, a jovem vai passar alguns meses na casa de sua tia avó Glades em um pequeno vilarejo do interior, onde passara parte de sua infância observando um grupo de artesãs, composto por mulheres ligadas por laços de parentesco e amizade, sendo que todos conhecem a protagonista desde que era criança e a mesma presenciava as artesãs compartilhando suas experiências enquanto bordavam. Enquanto a protagonista escreve sua tese, o grupo trabalha na confecção de uma colcha de retalho que lhe será dada como presente de casamento com o tema “Onde Reside o Amor.” A medida que cada mulher confeccionava uma parte da colcha, as imagens ali aplicadas, contavam suas histórias de vida, suas experiências, amores e desenganos, fazendo-as relembrar, repensar e reescrever o rumo de sua vidas, em cada retalho dessa arte. Vale ressaltar que as integrantes do grupo, mantinham laços de amizades muito antigos, e as relações de conflitos foram sendo resolvidos em cada estágio de suas experiências, no decorrer da confecção da(s) colcha(s), oportunidade em que elas trocavam ideias como num escritório de psicanálise. Cada colcha tinha um título relacionado com o questionamento do momento e agora, sua mãe Constance quer confeccionar a colcha para o casamento da filha (protagonista) com o título: “ONDE RESIDE O AMOR” e ela discorre - o amor reside com a esposa, a ‘matriz’ ou com a vadia? A partir daí, a protagonista deixa de atuar como expectadora, e começa a repensar sua própria história de vida, seus medos, suas dúvidas e a construir suas convicções a partir das experiências das mais velhas. É como se a cada colcha iniciada, um novo episódio ia sendo tecido por mãos diversas e (in)voluntariamente “harmonizando as diferenças”, como num mosaico de emoções vividas. Como se cada parte, cada combinação de retalhos e figuras representassem mudanças ocorridas, cuja evolução reescrevia ‘motivos’ mais elaborados e com acabamento mais refinado, demonstrando a maturidade não só da arte em si, mas também o amadurecimento dessas relações com o tempo. Concluída a confecção de uma Colcha, conseguem simultaneamente, consolidar o laço de amizade que as une, já que sentimentos como, alegria, dor, amor e traição permearam seus anseios que foram compartilhados afetivamente, de maneira que situações mal resolvidas se dissipavam e se perdoavam mutuamente. Os reveses e aflições sofridas, foi-se lapidando na construção de um relacionamento tradicional cheio de paixão, raiva, traição, que muito influenciou a protagonista que deixa de ser uma moça insegura, vencendo as suas fraquezas, inclusive as dificuldades em recomeçar, a qual torna-se uma mulher que se permite errar sabendo que sempre terá o direito de fazer suas próprias escolhas. O filme utiliza um recurso metafórico que é a confecção da colcha para mostrar a história de cada personagem fazendo uso de uma linguagem simples e objetiva, acessível ao telespectador independente do seu nível cultural. O filme mostra uma época em que mulher não precisava se aprofundar nos estudos porque somente os homens tinham esse privilégio inclusive de votar e participar da política. A mulher era predestinada a casar, ser uma boa esposa, uma mãe exemplar, uma dona de casa – do lar. À mulher cabia o dever de manter seu casamento e perdoar toda vez que o marido “pulasse a cerca” porque era um costume tradicional e simbolizava maior virilidade e potência do homem, perante a sociedade machista. Afinal, a mulher dependente do homem não queria perder a comodidade do lar doce lar. Por tradição, quando uma moça engravidava era obrigada a ir morar com o namorado porque os pais não a queria falada e excluída da sociedade. Por várias gerações manteve-se esse estigma da mulher submissa, do lar. Fumar talvez fosse uma forma de demonstrar conquista de certa liberdade e como o grupo era pequeno e familiarizado, até as traições rolavam entre seus integrantes, principalmente se a mulher fosse sozinha, poderia transar com o cunhado por exemplo. No caso de Constance a traição foi mais humanitária do que bestial, já que ambos estavam carentes naquele momento. Sua irmã a perdoou e ainda a acolheu em sua casa (por ocasião da tuberculose – doença dos fumantes). No decorrer da história a construção coletiva e solidária de uma colcha simbolizava o amadurecimento das relações entre as artesãs, suas convicções, em um nível capaz de respeitar as diferenças, perdoarem-se e compreender as dificuldades. A jovem pesquisadora decide recomeçar, agora amadurecia por acompanhar tantos relatos feitos por cada artesã na trajetória de suas vidas. Vemos que o respeito mútuo e o compartilhamento de seus ideais mostrou que só há amadurecimento e dissipação de conflitos, quando os integrantes de um grupo constroem laços de amizade, fraternidade e solidariedade. Enfim foi uma diversidade de histórias e vivências, como a do pintor que se apaixonara pela ‘modelo’ e transava com ela, a engravida e quando esta descobre que ele é infiel, o abandona, mas, seus pais a obriga a voltar para o seu pintor. Afinal, uma jovem não podia criar um filho sem pai. Quando um vendaval espalha as folhas manuscritas da Tese de Mestrado da protagonista, no dia seguinte ela vai ao jardim recolher as páginas; não encontrando todas nem seu histórico escolar, sua mãe (Constance) vendo-a desapegar-se naturalmente, aprende com a jovem que é possível reconstruir um novo caminho desapegando-se. Aí, Constance pega de um martelo e começa a quebrar o mosaico que ela colara na parede (dos cacos dos cristais e louças que ela havia atirado por ocasião da traição do marido) mostrando assim, que as vezes é preciso destruir e desapegar-se um pouco das velhas tradições, para reconstruir um novo. Como na colcha, houve uma diversidade de histórias que se combinaram na unidade de intenções, fragmentos vividos mas, sempre prevalecendo a arte de amar ao próximo como a si mesmo. É o amor.