domingo, 24 de agosto de 2014

Educação Ambiental - TCCRL blog 25 08 14


INSTITUTO VALE DO CRICARÉ FACULDADE VALE DO CRICARÉ
Lucia Carmen de Oliveira





                                      

                           EDUCAÇÃO AMBIENTAL NO ENSINO BÁSICO









COARACI - BAHIA
AGOSTO de 2014

INSTITUTO VALE DO CRICARÉ FACULDADE VALE DO CRICARÉ

Lucia Carmen de Oliveira


                                   






                                 EDUCAÇÃO AMBIENTAL NO ENSINO BÁSICO
Artigo de conclusão do curso Gestão Ambiental Latu Sensu, oferecido pelo Instituto Vale do Cricaré, Faculdade do Vale do Cricaré -  Espirito Santo.




Coaraci-Bahia
Agosto – 2014


INTRODUÇÃO
“Educar para a sustentabilidade é acima de tudo um ato de cuidado e de amor, e é com esses poderosos ingredientes que o trabalho educativo nas escolas, junto às comunidades, em nosso país e planeta poderá fazer de fato a diferença”. Coleção Consumo Sustentável e Ação. Fonte: Imprensa Oficial do Estado de São Paulo

         A questão ambiental evoluiu a partir da década de 60, com o desmatamento da Mata Atlântica e com a questão da Amazônia. Os 7% que restam da Mata Atlântica exige dos governos e da sociedade atenção redobrada. O MMA, através dos órgãos a ele vinculados vem, nas últimas décadas, apoiando a implementação de Unidades de Conservação (UC), Áreas de Preservação Permanente (APP), Áreas de Proteção Ambiental (APA), Parques, RPPN, FLONA, etc.. Iniciativas que visam  à preservação dos recursos naturais como, os rios e suas nascentes, assunto muito debatido em todas as instâncias pela Agência Nacional das Águas (ANA) que tem fomentado cursos de capacitação e formação de Gestores para os recursos hídricos. Os participantes, além de educar-se, tornam-se multiplicadores, podendo colaborar na formação, na divulgação e compreensão sobre a importância desse recurso hoje, finito e esgotável motivo porque permeia, interdisciplinarmente, as disciplinas de todas as áreas do conhecimento escolar e faz parte dos Programas de Extensão nas Universidades. No Estado da Bahia o órgão responsável é o INEMA, por exemplo.
         A Secretaria de Educação da Bahia dispõe de Programas Ambientais como PROEASE, COM-VIDA, AGENDA XXI, visando incluir esses conhecimentos e as terminologias ambientais de forma interdisciplinar, podendo ser abordado por todas as áreas de ensino, para que o alunado, a sociedade tenha acesso às informações e familiarize-se com os termos básicos ambientais e, a partir da conscientização, as pessoas terão noção do quanto podem contribuir com a adoção de simples hábitos racionais quanto à utilização da matéria prima que necessita retirar da natureza, especialmente os recursos hídricos, de forma sustentável.
        No contexto educacional, um esforço coletivo prevê a sistematização de projetos e cursos para capacitação de profissionais da educação convocados a trabalharem, voluntariamente, os temas ambientais, cuja abrangência e propósito de sustentabilidade emergem de toda atividade humana. Didaticamente ou culturalmente, já se fala em ecosofia, ecofilosofia, ecopedagogia, etc., objetivando uma postura político pedagógica que permita popularizar os conceitos e o agir junto às instituições e as entidades ambientais em todas as instâncias – municipal, estadual e federal, uma vez que o farto acervo  de conhecimentos sistematizados teoricamente, pelos milhares de escritores, vão se ampliando seja em forma  de Teses de Mestrado, Doutorado as quais fundamentam a criação de cartilhas direcionadas a esclarecer o público acerca do Novo Código Florestal e outras publicações  relativas à proteção do meio ambiente. Há cartilhas e FAQs que ensinam como criar uma ONG ou um determinado Comitê e seu Conselho, como elaborar e interpretar um Estatuto, um Regimento Interno e sua adequação as reais necessidades da comunidade, respeitando-se as diferenças, diversidades e peculiaridades culturais e sócio-econômicos em determinado território, buscando, sempre, envolver os grupos em torno do agir comunitariamente, em ações participativas e multidisciplinares.
                                                                              
                  HISTÓRICO - SÉCULO XX
        Em 1972, um marco inicial na trajetória da EDUCAÇÃO AMBIENTAL, a Confederação da ONU em Estocolmo, enquanto o Clube de Roma publicava a questão do crescimento demográfico versus extrativismo ou exploração dos recursos naturais implicando num possível colapso da humanidade (PEDRINI 2002).
        Em 1975 o Encontro de Belgrado (ex-Ioguslávia) cujas pretenções concluídas em 1994, busca promover: _ A erradicação da miséria, da fome e da pobreza; do analfabetismo; da poluição; da exploração e da dominação humana,  resultou na criação do PIEA -Programa Internacional de Educação Ambiental pela UNESCO, que tratou de lançar a Primeira Conferência Intergovernamental (em Tbilisi - Geórgia) de 14 a 26 de outubro de 1977.
        Hoje, com o avanço da Ciência e da Tecnologia, fala-se em nanobiotecnologia aplicada também para potencializar os equipamentos de biocompostagem, bem como acelerar a ação dos microrganismos na decomposição dos resíduos orgânicos (Alta Degradação Biológica), em fração de segundos/minutos/horas, na conversão do lixo orgânico em adubo, reduzindo assim, toneladas de resíduos e o seu aproveitamento na correção do solo agricultável. Por sua vez, os resíduos sólidos inorgânicos são separados para reciclagem e o inaproveitável pode ser incinerado ou outros métodos, possibilitando a redução de agentes poluidores que pode incorrer em danos ambientais. Sendo assim, a Educação Ambiental nas escolas, deveria pautar-se em programas para a conscientização e compreensão dos problemas ambientais que afetam o ar, a água, o solo etc., fomentando uma nova visão tanto pela educação formal como pela informal, o que pode despertar no indivíduo motivações para sua conduta positiva, na escolha dos bens de consumo e seu posterior aproveitamento bem como a adoção de hábitos saudáveis que possam influenciar na solução de problemas ambientais do cotidiano.
        É urgente uma conscientização inter/transdisciplinar de forma permanente, global e sustentada em cooperativismos, demonstrando a interdependência entre as comunidades nacionais, internacionais, regionais e locais, visando uma cultura de solidariedade entre os grupos, entre as sociedades.
          A Conferência de Tiblisi teve seus princípios reforçados por ocasião da Terceira Conferência em Moscou (1987), onde foram apontadas metas de ação para a década de 90 do século XX, dentre as quais: desenvolvimento de um currículo interdisciplinar; intercâmbio de informações; desenvolvimento de recursos instrucionais; promoção de avaliações de currículos; capacitação de docentes e licenciados em EA; transparência; direito a informações pelo CONAMA e demais órgãos ambientais a ele vinculados.
          A ECO 92 no RJ, uma Conferência da ONU (Conferência das Nações Unidas para o Meio Ambiente e Desenvolvimento ou, Conferência de Cúpula da Terra) reuniu 182 países com 103 chefes de estado, oficializando vários acordos como, Declaração do Rio sobre Meio Ambiente e desenvolvimento, Agenda XXI, Declaração de florestas, Convenção-Quadro sobre Mudanças Climáticas e Convenção sobre diversidade biológica. No Brasil foi aprovada a Carta Brasileira para a Educação Ambiental, em todos os níveis de ensino (http://www.cop15brasil.gov.br/PT.br/)  Em 1998 na Carta Magna o Artigo 225; 
          Há cerca de 40 anos, pelo Decreto Federal nº 73.030, foi criada a Secretaria Especial de Meio Ambiente (BRASIL, 1973). A PNMA – Política Nacional de Meio Ambiente foi instituída pela Lei nº6938/1981, que em seu artigo 2º inciso X, determina a promoção da Educação Ambiental em todos os níveis de ensino.
          Em 1997 o MEC formulou os PCN, em cujo volume nº 9 enfatiza as relações do homem com a natureza e seus recursos, considerando o meio biológico e suas interações com o meio físico, nos diversos ecossistemas aquáticos e terrestres.
          O desenvolvimento das sociedades versus crescimento demográfico com o consumismo crescente, sempre gera conflitos pela degradação e pelo acúmulo de resíduos no meio ambiente, agravado pelo fato de que, ainda não se efetivou um Plano Diretor Urbano eficaz, que contemple um zoneamento prévio estruturado no sentido de evitar as ocupações desordenadas, como ocorreu com formação de favelas em morros no Rio de Janeiro e outras metrópoles,  provocando, literalmente, transtornos  sócio ambientais para essas comunidades. E, diga-se de passagem, está se repetindo esse fenômeno nas áreas habitacionais do MINHA CASA MINHA VIDA, segundo relato dos próprios moradores, há um impasse quanto a uma estruturação sustentável (exemplificado pelas ecovilas ou ecopolos) além dos casos de saneamento básico deficiente, roubos, drogas e violências, de forma que nesses ‘conjuntos habitacionais’ ocorrem problemas socioeconômicos e ambientais semelhantes aos existentes nas favelas e morros nas capitais, pelo Brasil afora.

A análise das instituições baseadas nos princípios do projeto de Ostrom (p. 208), uma das principais parceiras de Moran, serve de base para compreensão da política de governança dos recursos de acesso comum, em que os limites devem ser claramente definidos; deve haver congruência entre regras de apropriação e provisão e condições locais; os arranjos devem visar à escolha coletiva e, devem ter: monitoramento; sanções graduadas; mecanismos de solução de conflitos; reconhecimento mínimo dos direitos de organização e iniciativa aninhada. (MORAN, Emilio Frederico. Meio ambiente e ciências sociais: interações homem-ambiente e sustentabilidade. São Paulo: SENAC, 2011. 307 p. ISBN 978-85-396-0090-8. Verônica Maria Bezerra Guimarães)

 








A URGÊNCIA DO TEMA AMBIENTAL
        Alcançar uma qualidade de vida integrada à saúde do meio deveria priorizar uma existência focalizada na obtenção do necessário, combatendo os supérfluos, objetivando a formação de alunos capazes de compreender as diferentes relações existentes com o meio, na construção de uma consciência crítica e responsável diante de ações consideradas impactantes, capazes de causar desequilíbrio ao meio ambiente, desestabilizando as relações entre os seres e seus habitats  naturais. Então, questiona-se: como o aluno pode exercer sua participação voluntária e cidadã, de bom grado (para sanar alguns dos problemas que afetam sua escola, comunidade ou seu bairro) se a própria escola está carente de uma estruturação física e tecnológica, carente de profissionais da educação capacitados em número suficiente e de uma alimentação balanceada condizente com as necessidades nutricionais das crianças e dos adolescentes, por exemplo?
Termos chaves: Interdisciplinaridade. Transversalidade. Educação Ambiental. Sustentabilidade.
RESUMO
       À ética ambiental implica deveres relacionados ao meio ambiente, assegurados pela Constituição Federal em seu artigo 225, dever imposto a todos - Poder público e todos os seguimentos da sociedade - de defendê-lo e preservá-lo. Dessa regra fundamental emanam os outros direitos e deveres, fundamentados na lógica do desenvolvimento sustentável. Por exemplo, a Carta da Terra, editada pelo Chefe Seattle em 1854, representa um marco, uma premissa de consolidar valores básicos pela preservação dos recursos naturais.  “O que ocorrer com a terra recairá sobre os filhos da terra. O homem não tramou o tecido da vida: ele é simplesmente um dos seus fios. Tudo o que fizer ao tecido, fará a si mesmo”. Chefe Seattle.
         As discussões sobre recursos naturais enveredou por um leque de proposições, uma gama de temas geradores, cujas abordagens e publicações fundamentam muitos programas governamentais que poderiam subsidiar as iniciativas publico/privadas. Hoje, é necessário um Licenciamento que submete as médias e grandes empresas passarem pelo crivo das Normas ABNT/ISO, mediante processo de EIA/RIMA, de modo a se comprometerem com a reposição e o respeito aos recursos naturais como, o plantio de árvores e gramíneas nas encostas de rodovias, em matas ciliares - margens de nascentes/minadouros de água, enfim, compensando o que for preciso retirar da natureza, principalmente o cuidado com a preservação dos recursos hídricos. As audiências públicas inerentes ao processo de Licenciamento Ambiental prioriza também a organização social dos habitantes, como, ribeirinhos, pescadores, catadores de mariscos, quilombolas, descendentes de índios e outros grupos, visando uma qualidade de vida que preserve os costumes e culturas locais. O ideal seria a dedução, na fonte, além dos 10% do PIB, outros dividendos pelas grandes empresas - à Educação, a exemplo dos jogos da CAIXA.
        No nosso Estado (Bahia) existe um Programa Estadual de Juventude e Meio Ambiente, que busca apoiar projetos de longo prazo voltados para a formação e mobilização de jovens frente às questões socioambientais para a sustentabilidade, almejando o desenvolvimento global dos jovens, pelo compromisso em cumprir aos propósitos do que versa a Carta Constitucional, “todos têm direito ao meio ambiente ecologicamente equilibrado, bem de uso comum do povo e essencial à sadia qualidade de vida, impondo-se ao Poder Público e à coletividade o de defendê-lo e preservá-lo às presentes e futuras gerações" (art. 225, da CF/88)

EDUCAÇÃO AMBIENTAL NO BRASIL
        O TEMA ambiental foi incluído na CF de 1988. Com a Conferência para o Desenvolvimento e Meio Ambiente do RJ – ECO 92, a expressão Educação Ambiental massifica-se, mas, ainda prescinde de uma política pública que apoie as mobilizações sociais, organizadas pelo Programa Nacional de Educação Ambiental (PNEA) 1994, que definiu algumas ações: inclusão de EA no ensino básico; educação no processo de Gestão Ambiental; realização de campanhas para a EA; busca de cooperação com os meios de comunicação; articulação e integração das comunidades; criação de uma rede de centros de Educação Ambiental (BRASIL 2003 P.09).
        A proposição de Educação Ambiental no Currículo Escolar do Ensino Básico, a ser ministrado de maneira inter/multidisciplinar e integrada em todos os níveis de ensino, é contemplado pela Lei nº9394/96 da LDB Educação Nacional (LDBEN) artigo 36 inciso I.
        Em 1997, com base na LDBEN são lançados os PCNs, que propõe a temática ambiental a ser inserida não como disciplina específica e sim como abordagem inter/transdisciplinar,  nas diversas áreas do conhecimento, em suas múltiplas e contextualizadas relações.
        Os Objetivos de Desenvolvimento do Milênio (ODM) foram definidos em 2000, durante a reunião de Cúpula da ONU, onde líderes de 189 países assinaram um pacto para eliminar a fome e extrema miséria até 2015. Os objetivos incluem: as áreas de geração de renda, educação, gênero, saúde e meio ambiente.
        Para Loureiro 2004, a EA ainda não se consolidou e a construção de espaços para os diálogos permeiam os meios acadêmicos, as universidades, as redes sociais, MEC, MMA e demais entidades com repercussão no ativismo ambiental.
        A Agenda 21 lançada em junho de 2002 na Conferência da ONU para o Meio Ambiente e Desenvolvimento, a Rio 92, propõe o fortalecimento da economia, proteção da natureza e a justiça social e é adotada por vários países, governos, empresas e organizações não governamentais. A preocupação com a relação saudável do ser humano no ambiente vem da percepção de que os recursos naturais tornam-se finitos sempre que o homem os extrai sem repô-los, deles se utilizando sem uma organização. Cursos de capacitação buscam edificar no homem, um espírito altruísta. Do contrário, ele continuaria ignorando seu papel de interdependência nas relações que estabelece, já que toda matéria prima ele precisa retirar da natureza e deve, portanto, zelar pela sua sustentabilidade.

PROGRAMAS EM EDUCAÇÃO AMBIENTAL
         Os Projetos Ambientais como PROEASE, COM-VIDA, AGENDA XXI via  SEC-Bahia foram bem sucedidos. Sua continuidade, pela conscientização quanto ao bom uso dos recursos naturais e sua preservação, seu uso de modo racional para a sustentabilidade, essa noção deve ser construída desde a escola básica. Isso requer a formação continuada de profissionais, capacitando-os para trabalhar com práticas metodológicas diferenciadas, em dado conhecimento específico da temática ambiental, dada a sua amplitude e complexidade. Por sinal, neste mês de julho o MEC abriu duas mil vagas para formação de professores os quais deverão aprender sobre o uso das TIC, aprendizagens estas que vem auxiliar os docentes, tanto na sua atuação, como na abordagem transversal e na elaboração de projetos em Educação Ambiental, que contemple não só uma perspectiva crítica às questões culturais, socioeconômicas, mas respeitando as diversidades e buscando soluções para os problemas ambientais. Percebemos que são muitos os meios pelos quais a comunidade pode aprender e contribuir, inclusive pelas redes sociais, importantes ferramentas para o melhor uso do laboratório de informática nas escolas, implicando na divulgação das boas práticas pedagógicas ambientais com a participação dos alunos. Também a contínua evolução das TIC pode contribuir para a divulgação das leis ambientais e dos programas oficiais mediante os Editais que são oferecidos para as Entidades Educacionais, ONGs, Cooperativas, Secretarias municipais, visando à mobilização dos indivíduos na solução de problemas como, coleta seletiva do lixo, dragagem dos rios, o replantio de árvores ciliares principalmente nas nascentes dos rios. As campanhas ainda não repercutiram a contento, porque a população está cética, devido ao noticiário propagando a corrupção que permeia o mundo da politicagem, os interesses próprios e os desvios de verbas. As tecnologias ajudam, mas não há como criar um “softwere para despoluir” (Dido Oliveira) os diversos ecossistemas, porque o que avariamos ou desperdiçamos aqui, certamente faltará ali e o maior prejudicado é o ser humano.
        A contextualização interdisciplinar na escola poderia contemplar temas como, Marco Histórico e Legal da EA; Protagonismo Juvenil; Concepções em EA; Sustentabilidade e saúde ambiental; Fundamentos da PNEA - ética, estética e ecologia;  Agenda 21; Com Vida; Pedagogia de Projetos, têm, como pano de fundo, as Políticas públicas e as parcerias Público-Privadas, mas, para efetivar-se com transparência fiscal, importa a participação ativa dos envolvidos; incentivar os alunos a participarem de eventos como, Formação de Comitês, Conferências, Palestras, Workshops, Feira de Ciências etc. Eventos esses que deveriam ser subsidiados pelos Programas de governo, no ‘chão da escola’  porque cada ação requer o envolvimento de todos, recursos materiais e equipamentos diversos, principalmente os das TIC, ainda mais agora com o PNE aprovado, cujas metas visam a melhoria e qualidade da educação, um processo a ser efetivado gradativamente, a longo prazo com a participação de todos.
        Além do movimento pela saúde ambiental presente nas iniciativas de grupos e associações da sociedade civil, faz-se necessário ampliar esses conceitos, a discussão sobre Legislação e sobre as áreas de formação que os jovens podem ingressar como Agentes Ambientais: Tratamento de resíduos sólidos, Biocompostagem, Uso das TIC em Projetos Ambientais, Educomunicação, Ética para a sustentabilidade, Consumo sustentável, Mudanças climáticas, Elaboração de projetos em Educação ambiental, Dinâmicas de grupo, Mobilização de recursos. Conforme orientam os PCN, as diferenças regionais, culturais e naturais devem ser respeitadas, na elaboração dos planejamentos.
Outras Citações:
        Finalmente, o PNE é aprovado pelo Planalto. (...)Uma vez reconhecida pelo PNE a importância da Educação Ambiental como uma dimensão essencial da educação em todos os níveis de escolaridade esta definição deverá contar com dotação orçamentária dentro da aplicação dos recursos constitucionais da União para a política de educação e pesquisa. Quanto às metas recomendamos:

        Na meta 6: Nova estratégia – Incentivar as escolas a tornarem-se espaços educadores sustentáveis, caracterizados por edificações e espaços exemplares de sustentabilidade socioambiental e pela inserção da educação ambiental na gestão, na organização curricular, na formação de professores, nos materiais didáticos e no fomento da cidadania e diminuição das desigualdades e injustiças ambientais.

        Na meta 7: Nova estratégia – Assegurar a inserção curricular da educação ambiental com foco na sustentabilidade e justiça socioambiental e o trato desse campo de conhecimento como uma prática educativa integrada, contínua e permanente, nos termos da Lei nº 9.795 / 1999, por meio de ações, projetos e programas que promovam junto a comunidade escolar a implementação de espaços educadores sustentáveis.
        Na meta 16: Nova estratégia – Garantir a oferta da educação ambiental como atividade curricular obrigatória, nos termos do art. 10 da Lei nº 9.795 / 1999, de forma a promover o enfrentamento dos desafios socioambientais contemporâneos.
        (...)Além destas estratégias específicas sugerimos ainda a necessária inclusão de metas específicas para a Educação Ambiental tais como:
• Ampliação e adensamento da inserção da educação ambiental, com foco na transição para a sustentabilidade, nas escolas de educação básica em 10 anos, incluindo a adoção integral das Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação Ambiental (Resolução nº 2 /2013 do Conselho Nacional de Educação) e demais normativas pertinentes;
• Implantação, em 5 anos, de uma nova concepção curricular para o ensino fundamental e médio que oriente-se pela interdisciplinaridade, elegendo como tema integrador a sustentabilidade e a justiça socioambiental;
• Formação, em 10 anos, de professores em formação inicial, continuada e em caráter permanente, inclusive em serviço, para a inserção da educação ambiental nas escolas de ensino fundamental e médio como tema integrador de um currículo interdisciplinar.
• Desenvolvimento da Educação Ambiental a partir da alimentação escolar que fortaleça as práticas agroecológicas, de alimentação saudável e de justiça socioambiental.
Publicação: “O PEA foi lançado em 12 de setembro de 2013, no Auditório da SEC, CAB-Salvador, 5ª avenida, nº 550.

 O Programa de Educação Ambiental na Bahia – PEA é um dos instrumentos previstos na Lei de Educação Ambiental da Bahia (nº12.056/11). É resultado de um longo trabalho realizado pela CIEA-Comissão Interinstitucional de Educação Ambiental, de 2008 a 2010,(...) foi um processo resultante de mobilização e engajamento, na direção dos nossos melhores anseios de participação e controle social, de aproximadamente 5000 pessoas, espalhadas nos Territórios de Identidade da Bahia, cujo resultado pode colaborar com o enraizamento da EA no Estado”.
O PEA destaca a territorialidade, a comunicação e a transversalização como eixos estruturantes na sua concepção e a avaliação, como um dos instrumentos estratégicos de gestão para a melhoria e aperfeiçoamento da educação ambiental. Além destes eixos estruturantes o PEA indica (...): a Educação Ambiental no Ensino Formal; a Educação Ambiental Não-Formal; a Educação Ambiental na Gestão das Águas; a Educação Ambiental no Saneamento Ambiental; a Educação Ambiental na Gestão das Unidades de Conservação; a Educação Ambiental na Gestão Municipal; a Educação Ambiental para o Licenciamento e o Zoneamento, a Educomunicação Socioambiental.
OBJETIVO: Orientar a implementação da Política Estadual de Educação Ambiental e aprimorar a capacidade de desenvolver a educação ambiental no Estado.

 
 [EcoDebate] A educação ambiental é definida como “os processos por meio dos quais o indivíduo e a coletividade constroem valores sociais, conhecimentos, habilidades, atitudes e competências voltadas para a conservação do meio ambiente, bem de uso comum do povo, essencial à sadia qualidade de vida e sua sustentabilidade” – Lei 9.795/1999, artigo 1º.


EDUCAÇÃO AMBIENTAL NO CURRÍCULO ESCOLAR

        Segundo os PCNs o tema Educação Ambiental deverá contribuir para “formação de cidadãos conscientes, aptos para decidirem e atuarem na sociedade socioambiental de um modo comprometido com a vida, com o bem estar de cada um e da sociedade local e global (...) Devendo a escola trabalhar com atitudes, formação de valores, com o ensino e aprendizagem de habilidades e procedimentos” (BRASIL 1997)
        Os dois primeiros ciclos do ensino fundamental aborda: os Ciclos da natureza; Sociedade e meio ambiente e Manejo e conservação ambiental, contemplado também em outras áreas. Segundo os PCN os conteúdos relacionados ao Meio Ambiente serão integrados ao currículo através da transversalidade, pois serão tratados nas diversas áreas do conhecimento, de modo a impregnar toda a prática educativa, e, ao mesmo tempo criar uma visão global e abrangente da questão ambiental (BRASIL, 1997b, p36).
           O Instituto do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (INEMA), autarquia da Secretaria do Meio Ambiente (SEMA), é o órgão executor da Política Ambiental do Estado da Bahia. Criado a partir da junção de duas autarquias da SEMA (o Instituto do Meio Ambiente - IMA, e o Instituto de Gestão das Águas e Clima - INGÁ), o INEMA propõe integração e fortalecimento das políticas ambientais e de recursos hídricos, levando mais agilidade e qualidade aos processos. Para os usuários do Sistema Estadual do Meio Ambiente (SISEMA),  INEMA, atende às demandas de meio ambiente e recursos hídricos de forma integrada, e coordena outros como CONDEMA, CEPRAM, CONERH,  implicando em mais comodidade.


(...) a Carta da Ecopedagogia, que em seu item três, orienta:
      “A sustentabilidade econômica e a preservação do meio ambiente dependem também de uma consciência ecológica e esta da educação. A sustentabilidade deve ser um princípio interdisciplinar reorientador da educação, do planejamento escolar, dos sistemas de ensino e dos projetos político-pedagógicos da escola. Os objetivos e conteúdos curriculares devem ser significativos para o(a) educando(a) e também para a saúde do planeta”. (UNESCO, 1999).



 Histórico
       Tanto o IMA quanto o INGÁ haviam passado por alterações estruturais: o INGÁ foi instituído como órgão executor da Política Estadual de Recursos Hídricos, em substituição à Superintendência de Recursos Hídricos (SRH). A mudança introduziu uma abordagem mais ágil e sistêmica, apoiada na valorização do elemento humano, para o enfrentamento das questões dos recursos hídricos na Bahia, além de ter tido uma área de atuação significativamente ampliada. Já o Centro de Recursos Ambientais (CRA) deu lugar ao IMA, cuja finalidade foi executar a Política Estadual do Meio Ambiente garantindo o equilíbrio entre a proteção do meio ambiente e o desenvolvimento, para a sustentabilidade socioambiental. Fonte: atualidades pelos órgãos ambientais da Bahia – CEPRAM/INEMA


CONCLUSÃO
        A Política Ambiental na Bahia está de alguma forma “elitizada” no sentido de não se investir na popularização dos conhecimentos necessários ao desenvolvimento intelectual nesta área, portanto, grande parte da sociedade é formada de “analfabetos funcionais”. A Lei de resíduos sólidos determinou que até 2014 todas as Prefeituras tem que adequar-se e investir na extinção de lixões a céu aberto. Um programa de separação do lixo para reciclagem, um sistema de bio-compostagem para tratamento de resíduos orgânicos, após a separação dos materiais por categorias orgânico/inorgânico/seco/enxuto, etc. Haverá cursos de capacitação para Agentes Ambientais atuarem na conscientização sobre coleta seletiva, reciclagem de materiais, etc. é o que esperamos.
       Afora Pernambuco, a Bahia é a região do Nordeste que tem participado menos da inclusão de Projetos na área ambiental.  Ao contrário, o Sul e Sudeste são as regiões mais assistidas pelos PAC/ MDA, provavelmente por haver mais integração entre suas entidades ambientais. Por exemplo, a Festa da Uva no RS, enquanto a festa do cacau aqui nunca teve a importância devida. Apesar do convênio de no mínimo 30% da produção da Agricultura Familiar para a merenda escolar, não houve inclusão de alimentos a base de banana, mandioca, aipim e cacau para os alunos. Apesar de o Brasil ser referência de ‘boa alimentação’ para outros países que aqui vieram participar de Congressos do SESI, a realidade de uma escola integral tem-se efetivado em algumas escolas das capitais, mas no interior ainda servem biscoitos que contém glúten e sucos mistos (fruta + sintéticos), isso mostra que os professores não estão tendo tempo de assumir o seu papel na construção da escola democrática, junto a eleição do CAE, entre outros Conselhos.
      Criado em 2004, o SESI Cozinha Brasil é referência, entretanto, essa capacitação ainda não se estendeu aos profissionais da educação, em massa. O lema dessa tecnologia social é o melhor aproveitamento de todas as partes dos alimentos, como cascas, talos, folhas e sementes. Poucas Cooperativas agrícolas conseguiriam um subsídio do governo para obtenção de equipamentos e máquinas para produção de frutas desidratadas (como banana passas, por exemplo) uma das maneiras de conservar os alimentos.   “(...) o SESI assinou acordo com a FAO (agência da ONU para a Agricultura e Alimentos) para que ela apoie a implantação nos demais países da África, América latina e Caribe. Fonte: http://www.agenciafiep.com.br/noticia/%E2%80%9Ccozinha-brasil%E2%80%9D-sera-implantado-no-programa-fome-zero-da-guatemala/”.

       A vida cresceu e se desenvolveu na Terra como uma trama, uma grande rede de seres interligados, interdependentes. (...) O ser humano no meio ambiente estabelece relações – sociais, econômicas e culturais – inerentes a essa problemática, portanto, objetos da área ambiental. É preciso refletir sobre como deve ser essas relações, para se tomar decisões adequadas a cada passo, na direção das metas desejadas por todos: o crescimento cultural, a qualidade de vida e o equilíbrio ambiental (BRASIL, 1997a).
       Para Dias (2000), a Educação Ambiental pode contribuir para tornar a educação geral mais significante e deve ser considerada uma excelente base na qual se desenvolvem novas maneiras de viver em harmonia com o meio ambiente.
       Parâmetros em Ação - Caderno Meio Ambiente na Escola, afirma: apenas a qualificação profissional dos professores não garante uma Educação Ambiental de qualidade, que outras variáveis podem interferir, como:
_ DESENVOLVIMENTO PROFISSIONAL: condições institucionais para um trabalho educativo sério.
_INFRAESTRUTURA MATERIAL: adequação do espaço físico e das instalações; qualidade dos recursos didáticos disponíveis;                                                                  
_CARREIRA: valorização profissional real; salário justo; disponibilidade de tempo para a formação permanente (BRASIL, 2001).
       Os sites de órgãos relacionados ao Ministério do Desenvolvimento Agrário MDA, mostram o quanto o Nordeste e especialmente nosso Sul da Bahia, está aquém em termos de desenvolvimento ambiental agrário, seja urbano ou rural, ao contrário das regiões Sul e Sudeste, com maior desenvolvimento devido ao maior número de projetos enviados e aprovados, já que o agronegócio nessas regiões é direcionado para a exportação da soja ou suco de laranja por exemplo. Isso mostra a necessidade de maior entrosamento e apropriação dos conhecimentos concernentes à Legislação que embasa todo processo do uso e a preservação dos recursos ambientais, amparados pelo novo Código Florestal recentemente revisado.

BIBLIOGRAFIA/Sites
http://www.mma.gov.br/areas-protegidas/unidades-de-conservacao/criacao-ucs
 http://estudantes.educacao.ba.gov.br/conferenciainfanto
http://www.gamba.org.br/agenda 2014
http://www.gamba.org.br/instituicao/enderecos
http://www.mma.gov.br/educacao-ambiental/politica-de-educacao-ambiental
http://www.meioambiente.ba.gov.br/conteudo.aspx?s=UCSEDI&p=PROCUNIC
http://www.slideshare.net/encontrocomgabrielli/zoneamento-ecolgico-econmico-zee-bahia
www.slideshare.net/.../zoneamento-ecolgico-econmico-zee-bahia

Indicação: Raquel Carson em 1962 - Primavera Silenciosa. 


 CAMINHANTES são os que não se acomodam, mas, buscam o Conhecimento com sede de aprender a aprender, compreender que a ressignificação da concepção das coisas é inerente a nossa convicção que nada no Universo pode ser estático ou hermético e nem acabado. Por isso buscamos evoluir em todos os aspectos do Ser Humano Racional, enquanto a Porta da Graça está disponível para quem quiser abraçar a causa da Salvação: JESUS O CRISTO, nosso Criador, nosso Salvador.  Fonte; HTTP://lucarmen.blogspot.com